terça-feira, 30 de março de 2010
Things are falling apart
sábado, 20 de março de 2010
Let's talk about politics, baby
Existem varios tipos de regimes: ditaduras militares, regimes presidencialistas, monarquias absolutas, etc., no entanto, so' falarei de quatro: presidencialismo, semipresidencialismo, parlamentarismo e monarquia constitucional.
No regime presidencialista, exemplo: Brasil ou EUA, o presidente e' o chefe de governo e de estado, isto e', o poder legislativo nao esta' desligado do executivo. Uma coisa ja' reparei nestes dois paises e' que o presidente parece passar mais tempo fora do que dentro do seu pais. Veja-se o caso do Lula, que parece estar envolvido em quato todos os encontros internacionais e quase tempo nenhum passa no Brasil. A sensacao que tiro desses dois paises e' que, alem de ambos terem proporcoes continentais e serem federacoes, o que os torna mais dificeis de governar, o seu dirigente parece estar mais envolvido em cimeiras disto, congressos daquilo, o que me leva a pensar: "mas afinal quem e' que governa este pais quando ele esta' fora?"
Segue-se o regime semipresidencialista, tomando como exemplo a Franca. Neste regime ha uma dualidade executiva entre o presidente e o primeiro-ministro, ficando o primeiro encarregue da politica externa e o segundo da interna. E' algo acertivo e acabamos por ter a ideia de que o presidente faz mesmo algo. Ligando a televisao vemos o Sarkozy a falar da politica externa francesa, e tambem da interna, sentimos que ele parece fazer algo. So' lamento que o primeiro-ministro nao seja tao mencionado, quer dizer, quantas vezes ouvimos falar do PM frances? Honestamente eu nem sei quem ele e'.
Depois ha o parlamentarismo, tomando o caso portugues. Neste regime, o poder executivo depende do apoio directo do parlamento, nao havendo separacao nitida entre o executivo e o legislativo. Lembro-me durante um almoco ao som das noticias sobre o primeiro-ministro portugues, o Jean perguntar: "so falam no PM, afinal para que serve o presidente?". Concordo. Ultimamente ouvimos falar tanto do Jose Socrates que perguntamos: afinal o que faz sua excelencia Anibal Cavaco Silva? Bom, num regime parlamentar, o presidente pode ficar encarregue das forcas armadas (alguem viu o Cavaco fazer isso?), das questoes diplomaticas (mas parece que o Socrates e' que faz tudo, ainda que mal e porcamente) ou pode disolver o parlamento, como o Jorge Sampaio muito bem fez com Santana Lopes. Nao, agora a serio. O que e' que o Cavaco Silva faz da vida a nao ser andar por ai a distribuir mencoes honrosas e a visitar comunidades portuguesas na Espanha, em Andorra ou sei la' mais aonde? Tenho uma novidade para ti, Cavaco, qualquer menina dos escuteiros pode distrubir medalhas. Justifica-se pagar um salario exorbitante para um tipo andar a fazer so isso e sem fazer nada contra um paspalho que, com as suas medidas politicas, so torna a situacao do pais ainda mais caotica? Senhor Cavaco Silva, arranje um trabalho a serio (e ja' agora, ponha botox nos labios e pare de falar como se estivesse aflito para ir a casa-de-banho). Com um regime assim, Portugal parece voltar aos tempos salazaristas em que presidente nao passava de um mero corta-fitas manipulado pelo PM. Nao seria mais proveitoso ter uma monarquia?
Coloquemos de lado a ideia do Rei Sol, do Antigo Regime, falo de uma monarquia constitucional como o caso ingles. Pensem bem, o presidente tem um salario vitalicio, afinal, ja' ocupou o cargo mais alto do pais... esse presidente, mesmo fora de cargo, presida de secretaria, motorista, guarda-costa e por ai a fora, fora o salario. Isto e', alem do Cavaco silva, tambem pagamos estes luxos a Ramalho Eanes, Mario Soares e Jorge Sampaio (sim, provavelmente o Mario Soares vai bronzear as suas bochechas de buldogue para Portimao com o vosso dinheiro)! Se, neste cenario, o presidente nao faz nada e ele muda sempre que o seu mandato termina, nao seria mais proveitoso para os cofres do estado ter um rei... o dirigente muda sempre que o monarca morre, e' certo que a monarquia e' heriditaria e nao electiva, mas de que adianta eleger um presidente se ele pouco ou nada faz? O rei mantem-se no poder ate 'a sua morte e os seus "criados" mantem-se com ele. Tendo como exemplo a Inglaterra, vemos a Rainha envolvida em iniciativas do povo, vemo-la visitar empresas empreedoras, vemos o principe William ligado 'as obras de apoio social e vemos o PM envolvido na politica externa e na interna. De facto, vemos algo a ser feito! O principe William, por exemplo, fez servico militar. Sera que o filho de algum presidente o fez? Nao creio que algum deles estaria interessado em mandar o seu filho para a guerra. Sei, contudo, que muitos elementos das familias reais europeias combateram nas Grandes Guerras Mundiais, onde acabaram por perder a vida (esse e' o verdadeiro patriotismo, o governante deve dar o exemplo e morrer pela sua patria, caso necessario... nao limitar-se a mandar os outros para a morte, como se fossem meros peoes num tabuleiro de xadrez). Ok, a familia real britanica tem os seus escandalos, como qualquer familia normal (a rainha Victoria, por exemplo, declarou a homossexualidade como um crime, o que condenou o escritor Oscar Wilde a dois anos de trabalho forcado. Por ironia do destino, o seu neto Victor Edward envolveu-se num escandalo gay num bordel masculino). Com isto tudo, penso, se o chefe de estao pouco ou nada faz, talvez seja melhor optar por um nao tao dispendioso. So' lamento que o herdeiro ao trono portugues seja D. Duarte Pio, descendente de D. Miguel, O Absolutista (mas claro que voces sabem isso, se estivam atentos nas aulas de historia) e nao um descendente da casa dos Saxe-Coburg & Gotha, que terminou, em Portugal, com D. Manuel II (que nao teve descendencia). Para quem nao sabe, os Saxe-Coburg & Gotha foram uma das mais influentes casas reais no seculo XIX. Dela sairam a mae da rainha Victoria; Albert, principe consorte, marido de Victoria; Leopold I, da Belgica e a sua descendencia ainda no poder; e D. Fernando, casado com D. Maria II e responsavel pela construccao do Palacio da Pena). A minha visao sobre os ultimos anos da monarquia portuguesa e' que, D. Carlos era algo permissivo e nao fazia grande coisa, talvez merecesse o regicidio, mas creio que o julgam mal pelo mapa cor-de-rosa. Portugal tinha, obrigatoriamente, que ceder ao Ultimato Ingles. Como poderia Portugal, um pequeno imperio que acabara de perder o Brasil, enfrentar o Imperio Britanico? Acho que D. Carlos ate poupou inumeras vidas, pois caso houvesse uma guerra, muitas seriam ceifadas.
Desculpem a seca, mas pegando em politica e historia e poderia passar aqui o dia todo!
sexta-feira, 19 de março de 2010
Congratulations

Ps: Alguma vez vos aconteceu de as coisas na vossa vida estarem a correr bem ate que voces decidem partilhar com o mundo as vossas conquistas e, de repente, parece que a Lei de Murphy entra em accao e tudo comeca a desmoronar? A serio, as vezes dou razao 'a Greta Garbo... ha mesmo coisas na nossa vida que nao podemos partilhar com ninguem... ha' gente que tem olho obeso. For pity sake, ponham uma banda gastrica nos olhos ou comprem o Reduce Fat Fast versao gotas... quanto a mim... I will survive... I'm stronger than I thought.
Ps1: Tenho mesmo que parar de comer no McDonald's senao vou acabar como aquele tipo que fez o Super Size Me... porque que estes tipos perguntam sempre se queremos o tamanho medio ou grande... nao existira pequeno na lista deles?
segunda-feira, 15 de março de 2010
Anarco Moment
domingo, 14 de março de 2010
Ensaio sobre o racismo
Obs: Ainda na linha do racismo e esteriotipos em relacao a nacionalidades, que acrescentar algo sobre os americanos. As pessoas estao sempre a dizer que eles sao os neo-colonialistas e que isso se viu implicito na reeleicao do Bush. Lembro-me de quando trabalhava no Zoomarine, ter conversado com uma familia do Minnessota sobre esse assunto e lembro-me da rapariga, uma jovem adolescente, ter ofendido o Bush numa serie de neo-logismos que tenho que acrescentar 'a minha coleccao pessoal. Lembrem-se que as eleicoes nos EUA dao mais importancia a determinados estados, o que me irritada pois os mais importantes sao quase todos no sul. Lembrem-se tambem que, e esta e' a minha visao pessoal, a Historia enquanto ciencia e' escrita numa visao que nao contempla todos os integrantes de uma sociedade, e em especial aqueles que sao mais desfavorecidos. Milhoes e milhoes de americanos nao tiveram voto na materia porque estao pobres e desmotivados, e como diz Tony Benn: "uma pessoa pobre fica desmotivada, e as pessoas desmotivadas nao votam. Por isso e' que existe essa vontade de que as pessoas nao sejam educadas e nao sejam confiantes. Uma nacao letrada, saudavel e confiante e' mais dificil de governar". O mesmo e' aplicavel aos franceses, ingleses, alemaes, etc., que nao tiveram direito a nenhuma fatia da tarte chamada colonialismo, porque esse direito ficou reservado aos ricos.
Ps: Estou com saudades do jornal sensacionalista da Record e tenho acompanhado as noticias de Portugal atraves da RTP Internacional. E' um crime ainda nao terem dado um tiro no Socrates. Por muito menos se matou o Rei D. Carlos e enquanto isso esse paspalho anda a gozar com a cara dos portugueses e a comer caril de amendoim em Mocambique enquanto eu tenho que me contentar com a carne de vaca inglesa (que mais parece pastilha elastica, diga-se de passagem).
Ps1: Ontem, depois de sair do trabalho e de ter relaxado um pouco no parque da cidade ao sabor de um cappucino, dei um saltinho ate ao County Mall (Shopping) de Crawley onde encontrei um daqueles demonstradores de produtos dos quais tentamos fugir a todo o custo. Desta vez nao tive escolha e tive que ceder as minhas maos 'a demonstraccao de um creme para as maos. No fim valeu a pena, fiz uma amizade com um gay (voces sabem que eu nao lhes consigo resistir) e ainda ganhei um abraco sincero, e Deus sabe o quanto eu tenho sentido a falta de um abraco desde que aqui cheguei. God Save The Gays!
quinta-feira, 11 de março de 2010
Retrato Falado
O meu novo trabalho, muitos devem dizer, nao e' nada de especial, e' algo que qualquer um consegue fazer, mas eu nao acho que seja assim, pelo menos merece ser tratado com todo o merito que um trabalho legal tem. Estou a trabalhar na Subway, fazendo sanduiches, e por increvel que pareca estou a gostar, principalmente pela equipa de trabalho acolhedora, coesa e multietnica, o que ja me permitiu estabelecer as bases para uma possivel amizade. Durante os tempos que estive desempregada tive oportunidade de reflectir sobre muitas coisas, entre as quais a minha experiencia laboral. Comecei a trabalhar aos 16 anos, quando a minha mae decidiu mostrar-me o quanto custa ganhar o nosso proprio dinheiro e deste entao ja passei pelas mais diferentes areas: ja fui empregada de mesa, recepcionista, secretaria, empregada de limpeza, baby-sitter. Pfff, devem dizer alguns, mas eu sinto-me bastante orgulhosa e partilho da opiniao da minha mae, se algum dia precisar, ja sei fazer um pouco de tudo, e nao terei a arrogancia de dizer: "eu sou licenciada, nao andei a queimar as pestanas a estudar para fazer isso", sim, e estao a espera que eu va comer o meu diploma quando estiver com fome? Entao e aquelas pessoas que imigraram dos antigos paises da URSS e que agora varrem ruas em Portugal... muitos sao medicos, engenheiros, gente qualificada. Sabem, muitos dos meus antigos "preconceitos" tem andado a cair por terra ultimamente. Como diz a minha tia Amelia: "podes ser alguem na vida sendo medico ou sendo um canalizador" e eu confesso que nao pretendo ser daquelas pessoas que vivem inteiramente para a carreira... esta viagem a Inglaterra tem-me mostrado que ha outras coisas mais importantes na vida, coisas como estar sentado num bar com os amigos e poder contar a nossa experiencia de vida com historias recheadas de viagens por diferentes paises, conhecimentos de novas pessoas, diferentes experiencias de trabalho. Podem achar que nao sou ambiciosa, mas e' o que penso. Honestamente acho que o curso academico ajudou-me a abrir os meus horizontes e nao pretendo ficar por aqui, pretendo o mestrado e nunca iriei desistir do meu sonho de ser professora de Historia (talvez ate me torne numa new-hippie/anarco professora). Estar na Subway tambem me fez pensar nas frases malaciosas que as vezes dizemos ou ouvimos: "estuda para seres alguem, nao queres acabar no McDonalds, pois nao?", como se as pessoas que estivessem no McDonalds ou em qualquer outro trabalho "indigno" fossem tacanhas... quantos universitarios nao andaram a fazer esse tipo de trabalhos? Eu continuo a ler os meus livros, a ouvir musica erudita de vez em quando (Chopin, Debussy, Beethoven e Schubert, I Love you guys) e continuo a manter-me actualizada (de momento ando a estudar as casas reais europeias pelo puro prazer diletante) e trabalho num restaurante Fast Food e adoro.
God Save The Queen
terça-feira, 2 de março de 2010
Para todos os camaradas
Pelo grande trabalho que ele fez e em como ele mudou a maneira de muitos ver o mundo, o Karl Marx merecia um jardim em volta da sua campa.
- Ana Rodrigues e a sua familia (eu sei que o teu pai gostaria de ter estado em Highgate)
- Daniel Moraes (pelos textos maravilhosos condenando aqueles que eu gosto de chamar "Os Corleone", os politicos de Brasilia, se bem que perto deles, os mafiosos criados pelo Mario Puzo ate parecem honestos).
Quando estava a caminho de Highgate, encontrei isto no chao e decidi tirar uma foto pois gostei da mensagem. Detesto todos aqueles partidos que usam o termo "socialista" ou "comunista" ou "trabalhista" na sua denominacao mas que no fundo sao mais de direita que os proprios partidos de direita, e' o caso do chamado New Labour em Inglaterra, encabecado por Tony Blair. Em vez de mandar tropas para o Iraque para combater numa guerra inutil, porque que ele nao usou o dinheiro do povo para combater a pobreza "escondida" que se ve dentro de Londres e por todo o Reino Unido. Como disse Tony Benn "se conseguimos dinheiro para matar pessoas, tambem conseguimos dinheiro para ajudar pessoas". Esse sim e' um Old Labour, um verdadeiro politico do Partido Trabalhista (para o conhecerem melhor, vejam o documentario do Michael Moore "Sicko", o Mr. Benn faz um discurso brilhante).