
Obs: Tinha este texto na gaveta desde 22 de Março mas só agora pude postá-lo.
Assistindo às notícias na RTP Internacional, recebi esta boa nova com profunda alegria. Depois de 100 anos de luta os EUA finalmente vão ter um sistema de saúde nacional. Um salve ao Barak! Verdade seja dita que já estava na hora de ele fazer alguma coisa, pelo menos para justificar o duvidoso Nobel da Paz que recebeu. Ao ver esta notícia, rapidamente lembrei-me do gorducho bonacheirão cujo sentido de humor e os documentários já o colocaram num lugar muito especial no meu Hall of Fame: Michael Moore. Já assisti a todos os documentários dele, mas devo dizer que, de todos, o mais revoltante é sem dúvida “SiCKO”. Por mais vezes que o assista, sempre choro nos momentos estratégicos: o caso da mãe que viu a filha morrer-lhe nos braços porque o seguro de saúde não lhe cobria as despesas; de uma esposa que viu o marido definhar até à morte com cancro nos rins; de um velhote de 80 anos que, em vez de estar a apreciar a sua reformar, era obrigado a trabalhar para pagar os medicamentos; de pessoas a serem atiradas na rua como sacos de lixo porque não podem pagar a conta do hospital.
As grandes seguradas, as empresas farmacêuticas e uma data de políticos corruptos foram condescendentes com este sistema podre que nega um bem essencial à sua população, tudo em prol do lucro, um lucro obsceno, neste caso.
Se fazer lucros é só o que interessa para estas grandes empresas onde o conceito de “sufeciente” não existe, porque que o McDonald’s, por exemplo, em vez de vender comida geneticamente modificada, não vende cocaína? Ou porquê que o Starbucks não junta bolinhos de haxixe ao seu Caffe Mocca (talvez a sensação seguinte faça jus ao nome do café)… pensem bem: um Cheeseburger custa 1 euro, um saquinho de cocaína deve custar uns 10 euros… já viram o lucro que isso seria? Já consigo imaginar as pessoas a gritarem na Bolsa de Valores, a Dow Jones pode atingir o seu máximo… é só lucro!!!
Felicito os americanos pela sua conquista, e também o Sr. Obama, que talvez ainda venha a fazer grandes coisas pela América, como fizeram Abraham Lincoln e Franky Roosevelt. É um novo dia para a América e, como disse o Mikey no “The Big One”: «um império do mal (nazismo) caiu, o outro (capitalismo) também há-de cair».
Obs: Junto ao texto juntei um vídeo-chave do documentário SiCKO em que se faz uma comparação com o NHS (sistema de saúde britânico). God save the NHS!
Ps: Estive um tempo afastada porque as pestinhas de quem ando a tomar conta no Sheraton têm-me desgastado (mas ainda assim eu continuou a adorar crianças) e porque o meu complexo de Greta Garbo atingiu o auge, mas as coisas tem andando a compor-se e pouco a pouco ando a deixar o eremitismo de lado. Ando a reunir umas coisas fixes da minha estadia no Reino Unido para partilhar com os meus fiéis leitores.
Assistindo às notícias na RTP Internacional, recebi esta boa nova com profunda alegria. Depois de 100 anos de luta os EUA finalmente vão ter um sistema de saúde nacional. Um salve ao Barak! Verdade seja dita que já estava na hora de ele fazer alguma coisa, pelo menos para justificar o duvidoso Nobel da Paz que recebeu. Ao ver esta notícia, rapidamente lembrei-me do gorducho bonacheirão cujo sentido de humor e os documentários já o colocaram num lugar muito especial no meu Hall of Fame: Michael Moore. Já assisti a todos os documentários dele, mas devo dizer que, de todos, o mais revoltante é sem dúvida “SiCKO”. Por mais vezes que o assista, sempre choro nos momentos estratégicos: o caso da mãe que viu a filha morrer-lhe nos braços porque o seguro de saúde não lhe cobria as despesas; de uma esposa que viu o marido definhar até à morte com cancro nos rins; de um velhote de 80 anos que, em vez de estar a apreciar a sua reformar, era obrigado a trabalhar para pagar os medicamentos; de pessoas a serem atiradas na rua como sacos de lixo porque não podem pagar a conta do hospital.
As grandes seguradas, as empresas farmacêuticas e uma data de políticos corruptos foram condescendentes com este sistema podre que nega um bem essencial à sua população, tudo em prol do lucro, um lucro obsceno, neste caso.
Se fazer lucros é só o que interessa para estas grandes empresas onde o conceito de “sufeciente” não existe, porque que o McDonald’s, por exemplo, em vez de vender comida geneticamente modificada, não vende cocaína? Ou porquê que o Starbucks não junta bolinhos de haxixe ao seu Caffe Mocca (talvez a sensação seguinte faça jus ao nome do café)… pensem bem: um Cheeseburger custa 1 euro, um saquinho de cocaína deve custar uns 10 euros… já viram o lucro que isso seria? Já consigo imaginar as pessoas a gritarem na Bolsa de Valores, a Dow Jones pode atingir o seu máximo… é só lucro!!!
Felicito os americanos pela sua conquista, e também o Sr. Obama, que talvez ainda venha a fazer grandes coisas pela América, como fizeram Abraham Lincoln e Franky Roosevelt. É um novo dia para a América e, como disse o Mikey no “The Big One”: «um império do mal (nazismo) caiu, o outro (capitalismo) também há-de cair».
Obs: Junto ao texto juntei um vídeo-chave do documentário SiCKO em que se faz uma comparação com o NHS (sistema de saúde britânico). God save the NHS!
Ps: Estive um tempo afastada porque as pestinhas de quem ando a tomar conta no Sheraton têm-me desgastado (mas ainda assim eu continuou a adorar crianças) e porque o meu complexo de Greta Garbo atingiu o auge, mas as coisas tem andando a compor-se e pouco a pouco ando a deixar o eremitismo de lado. Ando a reunir umas coisas fixes da minha estadia no Reino Unido para partilhar com os meus fiéis leitores.
Ps1: E nada melhor que comemorar a nova conquista com a boa música americana. Um bom hit para se ouvir numa pick-up chevrolet enquanto se percorre a América de uma ponta à outra (mais uma das dez coisas para se fazer antes de morrer. [Já tirei dessa lista o descobrir porquê que a Hannah Montana vende Cd's. Não se pode exigir muito de jovens que consideram Tokio Hotel música e acham que o Zac Effron é bonito. For heaven sake, não há nada de bonito nele!])
3 comentários:
Talvez se possa dizer que o McDonald's ja é uma droga xD.
Mikey Mikey!!!
I miss you, mate
Foi um conquista em tanto para os cidadãos americanos menos afortunados. É de se elogiar o peito do Obama de ir contra boa parte dos interesses de gent que não queria isso. Tem texto novo no Sub Mundo. Bjus.
http://submundosemmim.blogspot.com
Há certos posts seus que me dão o trabalho de abrir o livro para pesquisar, ou até mesmo a internet.. isso é muito bom.. não tinha comentado aqui ainda.. mas uma análise muito boa!!
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